Velha Matriz de São Francisco de Assis de Petrolândia

O prédio

A obra de construção da antiga Igreja Matriz de São Francisco de Assis teve sua pedra fundamental assentada,  em 1884,    como fruto da campanha missionária realizada pelos Frades Capuchinhos italianos na região, e contou  com o apoio dos representantes locais  da Estrada de Ferro,  inaugurada um ano antes.

Segundo os documentos da igreja, primeiro foram construídas a Capela-mor, duas sacristias e uma murada na qual se improvisou uma latada onde as celebrações aconteciam. 

A igreja só foi concluída em 1961, com a ajuda do Núcleo Colonial do São Francisco, quando foram edificados três altares e a cobertura da capela Mor.   No interior da igreja, ao fundo e ao alto entre as duas torres,  um coro com lastro e cercado de madeira abrigava a serafina.

Em 1970, sob  a batuta do Padre Cristiano , o Conselho de Leigos  concluiu a reforma do interior da matriz, que ganhou  espaço para o coral no altar lateral direito  e   para adoração do Santíssimo no altar  esquerdo.   

A parede frontal do altar decorada por   pedras “de fogo”, abundantes em Petrolândia, a cruz de Jatobá e os pés de troncos de angico da mesa, significavam a valorização dos elementos locais, sinal dos novos tempos da igreja pós Concílio Vaticano II. 

Em 1973, numa outra pequena reforma, as portas laterais foram fechadas  com cobogó “para evitar os passeios dos fumantes e conversadores”. A  escada e o coro de madeira foram desmanchados para evitar acidentes,  pela situação precária em que se encontravam. 

 Para movimentação livre das portas laterais, o batistério também  precisou  ser retirado e dois  janelões do presbitério foram substituídos por basculante, a fim de melhorar a ventilação. 

Logo depois, Padre José Maria , sucessor de Padre Cristiano, acrescentaria um canteiro de cactos à parede de pedras do altar e, em reforço aos símbolos da região,  construiria uma pia batismal de pedras no mesmo padrão.  

Antes da inundação foram retirados os sinos, as imagens, a cruz e os móveis. O mais repousa no fundo do lago de Itaparica.  

Referências

Livros Tombo da Paróquia de Petrolândia – PE

Relatório  anual dos capuchinhos , de 26.01.1885 ( trecho publicado no Diário de Pernambuco, edição 41, de 30.11.1885).

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